Coluna do Eduardo Schkair: A Genial Equipe de Marketing da Jaguar

A coluna desta semana foi decidida de ultima hora, quando chegou por email uma pauta muito boa. Eu a descrevo como SENSACIONAL, ela me surpreendeu tanto que eu decidi fazer uma coluna sobre ela.

Ultimamente a Jaguar está pegando pesado em propagandas envolvendo carros de montadoras concorrentes. Começou na Mercedes-Benz Classe S, depois passou para a Maserati Ghibli e agora eles estão sendo mais geniais ainda. (Cliquem AQUI e vejam a coluna completa do Eduardo Schkair)

Coluna do Borracha: Não tem pra ninguém !

Após a quarta corrida do ano, a Mercedes se torna o bicho-papão da temporada

Acabou-se a extensão da pré-temporada da Fórmula 1 e uma coisa ficou clara: o campeão do mundo deve ser um dos pilotos da Mercedes. A afirmação pode parecer muito prematura, mas nunca houve um domínio tão grande de uma equipe num inicio de temporada.

Vamos refletir alguns pontos. Dar aos alemães a oportunidade de construir os motores, ou unidades de potência, pois agora se trata de um conjunto, foi um erro, até pelo fato de sabermos da enorme capacidade deles em criar máquinas eficientes. Ter apenas um fornecedor de pneus também não ajuda em nada, para tentar baratear a categoria, se faz com que não exista nenhuma competição nesse campo. A guerra, das marcas, ou a falta dela, trouxe um grande e insolúvel problema para a categoria, agora, vai ser muito complicado bater as flechas de prata e seus competentíssimos pilotos.

Hamilton dominou completamente a corrida da China, sobrou na pista e agora esta apenas a 4 pontos do seu companheiro, que lidera o campeonato desde a abertura. São três mundos à parte: A Mercedes, que não tem concorrentes até agora; Red Bull, Force Índia, Ferrari e McLaren, que lutam pelo terceiro lugar no pódio; as outras, entre elas a tão cantada em verso e prosa Williams, que de favorita esta em sexto na classificação das equipes, na frente apenas da STR e das 4 zeradas.

No mês que vêm, começa o campeonato de verdade, agora na Europa, mas já podemos estar certos que, com essa enorme vantagem que os alemães impuseram aos outros, vai ser complicado tirar a diferença. Talvez apenas a Ferrari, de chefe novo e animo mais aguçado, tenha capacidade de brigar um pouco mais, inclusive porque a Red Bull começou a ter uma incomoda briga interna entre seus pilotos. Coisas de corrida.

Nesse fim de semana que se aproxima, vamos ter a MotoGP voltando à America do Sul, com a corrida na Argentina. Os “hermanos”, sem fazer alarde, reformaram um autódromo e adaptaram ao que a categoria queria. Resultado: ganharam a etapa, enquanto nós ficamos fazendo barulho e nada acontece.

Tem também Fórmula Indy, que será impossível de se assistir na TV aberta, por conta do horário, e muito complicado não se lembrar do seu maior divulgador no Brasil. O Luciano do Valle nos deixou na semana passada, no começo do feriado ele morreu trabalhando, deixou um legado, muitos amigos e admiradores. De todas as palavras sobre esse poeta da narração, as do Galvão Bueno foram as mais importantes. O maior narrador do Brasil em atividade teve a humildade de admitir que o Luciano era melhor que ele. Coisa de gente grande, coisa que muito piloto pequeno deveria ter coragem de fazer.

A gente se encontra na semana que vêm!

Beijos & queijos


Coluna do Eduardo Schkair: 'Os 30 anos da BMW M5'

Pessoal, a minha coluna desta semana fala sobre um dos meus carros prediletos, um dos maiores sinônimos de esportividade com elegância, que segue a famosa frase da moda 'Sexy sem ser vulgar'. Em alguns momentos... bem sexy... em alguns momentos... bem vulgar...

Em 2014, a BMW comemora TRINTA anos de existência da M5.. Eu como amante de sedan esportivo não posso deixar passar batido uma data TÃO importante, onde todas suas gerações tiveram sua importância e deixaram algo de bom.. você que gosta de sedan de porte médio/grande, gosta de velocidade, impossível não gostar da M5.

Ela sempre teve um apelo mais esportivo perante aos seus concorrentes, sempre deixou de lado algum quesito acabamento de primeira (em comparação aos concorrentes) para extravasar no motor, escapamento, câmbio esportivo e complicado.

De todas as gerações, eu tive a oportunidade de dirigir duas delas, as duas últimas, a E60 e F10, portanto, eu não tenho muito que destacar nas versões anteriores, mas sim contar marcos históricos e designs.. 

M5 E28

Alguns consideram que a M535i de 1980 é a primeira M5, mas não, a primeira foi apresentada em fevereiro de 1984 no Salão de Amsterdã. Na carroceria E28, ela teve apenas 3 anos de produção. Foi utilizado o mesmo chassi da 535i e um motor 3.5l de seis cilindros atualizado da famosa M1. Com isso, na época, ela era o sedan de produção mais rápido do mundo. Foram fabricadas apenas 2191 unidades do modelo, trata-se de um dos carros M Power mais raros da BMW.

M5 E34

Um dos desenhos mais charmosos da BMW, na minha opinião, um dos sedans mais belos que a montadora alemã já fez. Aquele espaço entre os faróis e a grade dianteira e até mesmo as lanternas traseiras dão um ar a mais de esportividade, mas o desenho lateral do carro, com traços quadrados mas já puxando para o arredondado dão o maior charme que esse carro tem. Ela teve os motores S38B36 e S38B38, o primeiro citado era um 3.6l de seis cilindros com 311hp (na versão europeia) e em 1991, quando entrou o 3.8l de seis cilindros a sua potência saltou para 335hp (versão europeia). Com esse último motor, mais moderno e potente, a M5 realizava o 0-100 km/h em apenas 5,7 segundos e tinha uma velocidade final de 280 km/h. Para terminar as sua glórias, a VDS Racing Adventures usou a M5 E34 em corridas de Endurance com o motor S38 (3.8l) reproduzindo cerca de 350hp, ele foi vice-campeão na Bélgica de 2001 e em 1992 na 12 hrs Australian Bathurst ficou em 2º lugar na colocação geral e 1º na sua classe, um dos pilotos foi Alan Jones (F1).

M5 E39

Entramos na M5 da Madonna!! Esse carro ficou marcado pelo comercial realizado pela BMW onde a Madonna foi a atriz e com certeza foi uma das maiores jogadas de marketing da empresa, dificilmente veremos HOJE EM DIA uma sacada tão boa (vocês verão o comercial abaixo, logo após este texto). Ela foi apresentada em 1998 no Salão de Genebra e foi na E39 que  a M5 recebeu pela primeira vez um motor V8. Ao contrário de seus antecessores, essa M5 foi produzida na mesma linha de montagem que as outras versões da Série 5. Com isso, o aumento significativo nas vendas veio: total de 20.482 unidades. O famoso motor V8 recebeu o codinome de S62, ele reproduz 394 cavalos. Foi nela também onde a BMW jogou toda tecnologia da época, ABS, Controle de Estabilidade, botões ‘SPORT’ que aumentavam a resposta do acelerador e volante. Para o conforto, o modelo vinha com GPS, DVD, TV e etc.. O seu 0-100 eram feitos em incríveis 4,8 segundos e uma velocidade máxima limitada a 250 km/h, porém, ela é capaz de chegar aos 300 km/h.

M5 E60

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A menina dos meus sonhos, a minha predileta!! Pode não ser a mais bela, mas, dentro dela, dirigindo-a, eu não irei ver seu exterior.. Talvez a M5 mais problemática e mais perfeita já feita pela BMW. Aquele motor V10 que soa como uma Gallardo em nosso ouvido, aquela transmissão manual-automatizada de sete marchas. Em 2005 a BMW deu salto na frente de seus concorrentes, era O CARRO a ser batido e ficou por um bom tempo neste status. O motor mais divertido de todos 5.0l V10 com 500hp (S85), porém, um dos mais problemáticos.. mas edaí ? Tem quem não goste do SMGIII, eu adoro! É um carro que transmite frieza, apesar de dura, você pode ir trabalhar com ela, pode ir num jantar, ou seja, ele pode ser um dos carros mais dóceis, porém, se você quiser, ele pode se transformar num dos maiores monstros, parece que você está dentro de um coupé superesportivo. RIP V10... agora vivemos a era dos TWINTURBO...

M5 F10

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Sem querer tirar os méritos, a M5 E60 é minha paixão, eu deveria ter escrito sobre a F10 antes da E60. Não sei, agora está difícil falar sobre você, moderno V8 TT. É rápido? Sim ! Bem rápido...Mais usável ? Sim... BEM MAIS usável.. Mais belo? COM CERTEZA!  Agora, na F10, o interior vem mais moderno, com mais acabamento, sem aquele mesmo design que vem da Série 3 com iDrive até M6 em seus painéis. Pela razão, eu escolheria a F10, pela emoção, eu escolheria a E60. É um carro que anda muito parecido com as novas AMGs V8 biturbo (M157), a Mercedes se equiparou no quesito tocada em relação a BMW. Vai do gosto pessoal. A BMW teve que seguir as tendências, colocar os dois turbos e que parece que encaixou MUITO bem no belo 4.4l V8.Mas você, F10, carrega um peso.. a M5 completa 30 anos em VOCÊ...Mas eu ainda prefiro a V10... 

FELIZ 30 ANOS!!! 

Espero que tenham gostado!! Qualquer crítica, dúvida ou sugestão para coluna, enviem um e-mail para: eduardo@motorgridbrasil.com

Até semana que vem

Eduardo Schkair

Instagram -> @eduschkair      /  Instagram do Motorgrid Brasil- > @motorgridbrasil

Coluna do Eduardo Schkair: ''Meu Carro... Minha Paixão...''

Primeiramente queria agradecer a todos os leitores que comentaram, compartilharam, mandaram e-mails agradecendo pela minha última coluna. Agradeço também aos que criticaram, não concordaram com a minha ideologia. As criticas são sempre bem vindas. 

Neste texto, irei comentar sobre o caso de amor que homem tem com seu carro (não somente os homens, mas são maioria neste processo, conheço algumas amigas que também amam, curtem e entendem tudo sobre o seu carro).

Normalmente a paixão vem desde pequeno, ou, com incentivo do pai, ou, cresce por você mesmo. Eu posso dizer por mim, sempre gostei de carros, mas, meu pai incentivou bastante também. As escolhas vão mudando ao passar do tempo, mas a paixão por carro sempre continua. Antes de ter o seu próprio carro, você acaba curtindo o do seu pai/parente/amigo, às vezes, curte até mais do que eles.

Quando meu pai ia trocar de carro eu sempre queria estar junto, sempre opinava e ele sempre me ouvia, algumas vezes ele não realizava meus pedidos, mas sempre me escutava. E eu cuidava dos bólidos dele como se fossem meus, quantos sonhos eu já tive imaginando dirigi-los e eles estavam somente um andar à baixo!!!

Agora, quando nós temos nosso próprio carro, a paixão não muda, ela continua, ou melhor, ela aumenta. E são coisas que algumas pessoas que estão em volta de você não entendem, mas seus amigos entendem.. Sua mãe/irmã/mulher/pai falam: ''Mas poxa, isso é só um carro'', ou, ''Meu Deus, o que você gasta nesse carro dava para você fazer X coisa''.. ''Esse menino não para de ver vídeo na internet''... Nunca entenderão, mas aposto que a maioria das pessoas que estão lendo este texto irão entender.

Seu carro pode ser o patinho feio da turma, o que anda menos, ou, até o mais antigo, mas pra você ele sempre será o mais belo, você sempre vai procurar o traço/desenho/curva mais bonita nele para ficar olhando. Quando você encontra seus amigos, você chega com sorriso de orelha a orelha quando está dentro dele.

Quando quebra, vai para oficina, ou, revisão que seja e a sua ‘jóia’ fica mais de dois dias longe de você, o aperto do peito já começa. Você pensa ‘’Não tem graça sair sem O MEU CARRO’’.  Quando ele não está 100% bom, quando está faltando alguma coisa, você também não fica 100% feliz. Não é igual... 

Pode parecer loucura, mas conheço muita gente que é assim, muitos, inclusive, colocam até NOME no carro, Íris, Afrodite, Francesca, Juju e etc..

Mas o que importa é sempre amaremos nossos carros, ex-carros e sonharemos com nossos futuros carros. Todos que passaram por nós tiveram a sua importância e o tempo não irá substituir.

‘’Cada ‘carro’ que passa em nossa vida, passa sozinho, é porque cada ‘carro’ é único, e nenhum substituí o outro. Cada ‘carro’ que passa em nossa vida,passa sozinho, e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós’’ – (Essa é uma frase de Charlie Chaplin, porém, eu substituí a palavra ‘PESSOA’ no texto e no seu lugar coloquei ‘CARRO’.

Espero que tenham gostado...Até semana que vem;

Abraços;

Eduardo Schkair -  (instagram @eduschkair)

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Coluna do Borracha: A guerra dos Minions

Ver a corrida da Malásia no fim de semana, me fez lembrar o filme Meu Malvado Favorito e seus personagens amarelos, os Minions, aqueles seres que lembram pílulas de vitamina, vivem fazendo confusão e são na verdade o ponto engraçado do filme.

Foi mais ou menos isso que aconteceu na pista malaia. Uma série de trapalhadas e falta de acerto entre os times acarretou em várias situações esquisitas entre seus pilotos. A corrida não foi lá essas coisas, está se tornando normal, como nos últimos anos, as melhores equipes largarem e irem embora, deixando para os intermediários fazer algumas ultrapassagens. Quem tem piloto bom aparece, caso da Force Índia e o Hulkenberg, sempre se metendo onde outros mais fortes deveriam estar, e quem tem limitações técnicas fica mesmo a ver navios. Até agora, em relação ao ano passado quase nada mudou: Mercedes, Red Bull, Ferrari e McLaren estão dando as cartas, enquanto que a Williams aparece timidamente e a Lotus começa desesperadamente a fechar o pelotão.

Já disse que, no meu modo de ver, essa fase é quase uma seqüência da pré-temporada, as equipes ainda estão se acertando, e o campeonato vai valer mesmo a  partir da Europa. Mesmo assim as Mercedes se mostram imbatíveis, pelo menos nesse momento. O Hamilton sobrou, mostrando que é candidato forte ao titulo junto com seu companheiro Rosberg, que chegou em segundo e lidera o campeonato. A Red Bull e o Vettel começaram a colocar as mangas de fora e já estão se aproximando do time alemão. O terceiro lugar na prova mostra que estão encontrando o caminho, aí meu nêgo, se cubra que vem chumbo grosso. Quem esta decepcionando, por conta de uma esperança nos treinos antes do inicio do campeonato é a Williams. Começou se mostrando um foguete e agora não rende o esperado. Chova ou faça sol, a sinfonia é a mesma, os carros que, pelos gráficos da FOM são os mais econômicos não brigam por vitória, nem mesmo incomodam os mais velozes. Economia de combustível é bom pra carro de rua, em carro de corrida tem que ter equilíbrio, gastar menos e não andar é um passo para o fracasso.

E lá vem essa ladainha de novo. Muita gente entendeu que, a “ordem” da equipe para o Massa e sua eventual desconsideração foi uma forma de se rebelar. O que se esquece, inclusive ele, é que todas as equipes são chamadas de times pela razão dos três mosqueteiros: um por todos e todos por um. Adianta não deixar o companheiro, com mais condições, atacar o adversário pelo simples fato de querer chegar à frente? Precisa a equipe expor suas mazelas pelo rádio, onde todos ouvem tudo? O campeonato tem 19 etapas, se na segunda neguinho já começa com essa palhaçada, tanto de piloto quanto de equipe, quando chegar o fim do ano não vai sobrar nada, a não ser assistir os outros vencerem. Traumas de Maranello que não serão curados em Grove, típico de gente que não aprendeu a jogar xadrez quando era pequeno e agora erra na estratégia.

Já na Indy, o que se viu foi um novo começo arrasador de Will Power, como sempre acontece nos últimos anos. A Penske, aliás, tem que se definir, não adianta deixar seus pilotos lutarem na pista e no fim do ano acaba aplaudindo o Scott Dixon. O que aconteceu no ano passado deveria servir de lição, mas não sei até onde o Roger esta a fim de fazer esse sacrifício. O Helinho chegou em terceiro depois de largar em décimo e o Tony, de equipe nova, largou em segundo e chegou em sexto. O grande senão é a transmissão da corrida para o Brasil, a emissora oficial não vai deixar de priorizar o futebol, e como teve que engolir esse ano a categoria, colocou no seu canal a cabo que pouca gente tem. Uma pena, porque ao contrário da Fórmula 1, é a categoria mais disputada e emocionante que existe. 

Vou ficando por aqui, no fim de semana tem mais F1 no Bahrain, quem sabe os ânimos se acalmem, as pessoas conversem e a categoria tenha um pouco mais de competição, porque até agora, nada.

A gente se encontra na semana que vêm!

Beijos & queijos

Coluna do Eduardo Schkair: 'O real valor que se paga num superesportivo no Brasil'

Pessoal, essa é mais uma coluna para o Motorgrid Brasil. Desta vez irei falar de um assunto um tanto quanto polêmico, mas que a maioria já sabe. Ninguém sabe o quanto é DIFICIL ter um carro esportivo/luxuoso no Brasil, em outras palavras, um carro caro.

Nós não pagamos apenas pelo carro na hora de comprar, onde somos 'roubados' nos impostos. Fora do Brasil se compra uma AMG por quase 1/3 do preço e olha que estamos falando de uma marca onde o ganho em cada carro vendido não é tão grande assim como as outras. Nós continuamos pagando pelo automóvel ao longo do tempo, talvez por coisas que ninguém perceba, pois, infelizmente já entrou na rotina, já virou normal.

Você compra uma BMW versão M, sua família fica preocupada pelo fato do carro chamar atenção, ai, em alguns casos, você blinda o carro, judia do carro, não tanto quanto antigamente, hoje em dia a blindagem é feita através de mantas, o peso é muito reduzido. Mas quanto se paga por isso? R$60.000,00... R$70.000,00 a mais do preço do carro.. Aí depois começam as manutenções que um carro blindado tem. Barulhos internos, peças de desgaste estragam mais rapidamente, como amortecedor, pastilha de freio, molas e etc... E tudo isso que você troca não sai nada barato, tudo custa o olho da cara.

Mas ai vamos imaginar que você prefira NÃO BLINDAR o carro, ou que você compre uma Ferrari F430, um carro que somente um louco PENSARIA em blindar. Você paga um baita IPVA, em São Paulo chega a ser 4% do valor do carro. Mas pensa-se que as ruas estão em perfeitas condições, onde o carro esportivo poderia andar tranquilamente,  #sqn...

Você enfrenta buracos, lombadas enormes, valetas imensas, ruas desniveladas onde você tem que ficar desviando das ondulações e emendas feitas para tapar os buracos. Você tem que fazer todo um trajeto para desviar desses caminhos ruins e desviar do trânsito. Por mais que seja Podium, a gasolina do Brasil ainda não é a ideal para o carro, vou dar um exemplo, eu tenho uma BMW 335i e abasteci ONTEM (25/03/14) no Posto BR da Avenida Europa, em São Paulo. Dois minutos depois piscou a luz da injeção, o carro começou a falhar. Levei na oficina e constatou que estava com gasolina ruim.

Falando em oficinas, é MUITO difícil você encontrar uma de confiança, uma que o preço seja justo e que seja de confiança, diria que é quase impossível. Eu conheço algumas onde levo meus carros, mas são raros os casos, como Sport Garage e Frison.

Mas pensa que é só isso? Não!!! Temos a inveja!! Existem muitas pessoas que amam carros esportivos olham com prazer outra pessoa curtindo sua supermáquina, mas, existe MUITA gente com inveja. Muita gente que vai esperar você fazer uma m* para sair falando ou divulgando, pessoas que riscam o carro, como aconteceu em duas F360 Modena em São Paulo. Ou até um conhecido que possui uma 458 Italia e uma Carrera S 991, ele estava com a Porsche e levou duas fechadas, parando no farol ao lado do carro que lhe fechou, o condutor solta a frase: 'Gostou da fechada?' (em tom irônico).

A violência. Como eu falei anteriormente, você blinda um carro, mas ninguém, nem os blindados estão imunes à violência. Nós olhamos os índices de assalto aumentando cada vez mais e quem está num carro esportivo, blindado ou não, é cada vez mais o foco do assaltante. Antigamente era difícil você ver alguém ser assaltado numa Ferrari. Era difícil ver alguém ser assaltado numa Porsche, quanto mais ROUBAREM a Porsche... Pois é, de uns três anos para cá tem acontecido com certa frequência. Ou seja, você tem que sair para desviar dos buracos, das lombadas e dos bandidos....

Solução? Pegar estrada.... foi uma solução...Para terminar e o fator mais agravante que tem acontecido nos últimos tempos. Os donos que carros superesportivos/caros/luxusos são tratados como bandidos pela sociedade/polícia, claro, existem as exceções, mas, num geral, o proprietário de uma Porsche, Ferrari, Lamborghini, AMG, M-Power e etc, são tratados como bandidos, criminosos. Você acha que não? Pergunte a algum conhecido que tenha algum desses carros. Se você for viajar com três amigos, cada um em um carro, pode ter certeza que a chance de você ser parado e acusarem que você está praticando racha é enorme, como já aconteceu com alguns conhecidos.

E querem que eu fale a verdade? A situação não vai melhorar, vai cada vez mais piorar... VIVA O BRASIL! 

Eduardo Schkair

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Coluna do Borracha: Uma Questão de Equilibrio

Finalmente começou o que promete ser o mais sensacional campeonato de todos os tempos. A MotoGP teve sua noite gala no Qatar, onde a força da Honda entrou em rota de colisão com a renovação da Yamaha.

Independentemente de ser um novo campeonato, onde as motos pouco mudaram do ano passado para esse, o importante é saber que os melhores começaram com o pé direito e já estão se destacando.

Como eu previa na coluna anterior, o Valentino Rossi realmente começou com tudo. As dúvidas a respeito da condição do Marc Marquez também foram sanadas, o menino que ainda esta em recuperação do acidente em que quebrou a perna, entrou na pista pra mostrar que, se não esta 100%, como ele mesmo diz, está próximo disso.

A corrida foi épica, sensacional e emocionante. O pega entre os dois maiores protagonistas atuais das duas rodas deixa claro o que vai ser o campeonato desse ano. Mesmo a vitória conquistada por Marquez nas últimas curvas, não tiram o mérito de um novo Valentino, pilotando uma moto mais com a sua cara e que, é sim candidato ao título do ano.

A parte triste ficou com a transmissão para o Brasil da corrida. A emissora que é dona dos direitos preferiu transmitir em seus canais outros esportes. A falta de consciência dos programadores que, apenas olham o futebol e outros esportes menos interessantes e deixam de lados as competições motorizadas, faz com que os anunciantes e incentivadores comecem realmente a abandonar o segmento. Então surge a pergunta: se não gostam, não querem e tratam com desdém, por que compram? Para dizer que tem? Para não dar chance a outros? A cabeça arcaica e primitiva dos donos de concessões públicas como a televisão no Brasil, mostra que são muito amadores. Nos EUA os canais procuram se equilibrar em eventos e outras atrações, se não vão dar conta abrem mão para outros canais, isso se chama equilíbrio de mercado, isso se chama competição saudável, o que aqui não é o caso, quem é dono coloca na gaveta, quem não é tem medo de pegar. Parece que é mais interessante saber da vida dos outros do que ser testemunha de uma grande conquista.

Equilíbrio também é o que a Fórmula 1 começa a buscar nesse fim de semana na Malásia. Na terra onde o avião sumiu porque mudou a rota, as equipes chegam procurando achar o caminho para o ano de 2014. Muito se espera da Red Bull e do atual campeão Vettel. A equipe tem que dar uma resposta muito convincente nessa corrida, a Renault tem que mostrar recuperação, os pilotos têm que apresentar novas armas, até pelo fato de não acontecer a polarização que aconteceu nos últimos anos, mas continuo com a convicção de ser a Mercedes, motor e equipe, os grandes donos do baralho.

Eu volto na próxima coluna para falar de tudo que aconteceu na etapa malaia.

A gente se encontra na semana que vêm!

 Beijos & queijos

Coluna do Borracha: Roncos da Madrugada

Realmente não poderia ser pior. A abertura da Fórmula Um em 2014 deixou muito a desejar. A corrida que parecia ser interessante por causa da chuva nos treinos, foi muito entediante para quem gosta desse esporte. Parece que todos combinaram em fazer uma corrida ruim, com transmissão ruim e com muito pouca coisa a se citar como legal.

Começando pelo ronco dos motores, o que é aquilo? O meu vizinho, duas casas depois da minha, ronca mais alto. Parece que colocaram um escapamento Kadron (quem gosta de carro, sabe do que estou falando!) e ficou parecendo uma legião de TLs envenenados. Coisa chata, sem barulho corrida de carros não existe.

A transmissão também foi um Deus nos acuda. Todo mundo querendo ver a pele do japonês por conta de bater no Massa e tira-lo da corrida. Ninguém se preocupou em fazer jornalismo e saber o que realmente aconteceu com um piloto que é ousado e erra pouco. Bastou para caírem de pau no Kobayashi, até que, e graças aos céus existem jornalistas em sites, um deles deu a informação que o carro teve problemas nos freios, mas passou batido, a ideia era invadir Tóquio. Aliás, o óbvio não foi falado. O Zacarias estava naquela posição quando tomou a panca porque largou muito, mas muito mal. Não ouvi ninguém falar disso, é a consequência por conta da incompetência, mancou na saída, fica exposto a esse tipo de acidente.

A parte que posso considerar boa foi a vitória incontestável do Rosberg, a Mercedes, equipe, tem uma distância enorme para as outras, já a Mercedes, motor, é a máquina a ser batida. Os outros ficaram para trás em vários quesitos, mas quem não tem empurrando um coração de três pontas, tá lascado, como se diz no centro-sul do país. Por isso a McLaren ressurgir, por esse motivo a falecida Williams mostrou força com o competentíssimo Bottas, que mesmo encontrando o muro durante a prova, teve talento para voltar a brigar entre os seis mais rápidos. O Massa disse que, se ele estivesse na corrida e o companheiro não tivesse tocado no muro, provavelmente os dois carros estariam no pódio. Os dois eu não acredito, mas um deles certamente. Vamos aguardar a Malásia, até lá fica a expectativa de novidades nos carro, o que pra muita gente é pra ontem.

Nesse fim de semana, começa o mundial da MotoGP e suas categorias de acesso. Como disse na terça-feira o campeão Marc Marquez, ele não deve chegar 100% para a etapa do Qatar. Terror à vista, ele com metade da capacidade física é muito melhor que os seus adversários mais diretos. A esperança, para quem gosta desse esporte, é ver o Valentino Rossi brigando pelo título desse ano, que pode ser o último do doutor e será sensacional se for comemorando mais uma conquista.

Eu vou ficando por aqui, na próxima coluna vou falar da volta da MotoGP, não perca!

A gente se encontra na semana que vêm!

 Beijos & queijos

Coluna do Eduardo Schkair: 'Carros que eu preciso dirigir'

Pessoal, a coluna dessa semana será sobre ‘Carros que eu preciso dirigir’. Todo ano eu farei uma coluna igual, pois, minha opinião e gosto podem mudar, assim como eu posso ter dirigido um desses carros. Então, acredito que esses carros poderão variar conforme o tempo.

Quem nunca teve um desejo de dirigir um carro especifico, sonhou em dirigir, pois é, uns sonham mais alto e outros sonham mais baixo. Aí vai minha lista, ela não está necessariamente na ordem de preferência:

Audi S6 C4: Eu sempre fui apaixonado por carros, mas este especificamente fez com que eu começasse a ESTUDAR sobre carros. Lembro-me até hoje, estava no Guarujá, com meus sete anos de idade e meu pai liga para eu descer e ver o que ele estava pensando em comprar. Quando eu vi, não acreditei, na hora implorei para que ele comprasse e ele respondeu ‘já comprei’. Um carro que marcou E MUITO para mim. Se um dia eu tiver condições, quero ter um desses na garagem, se possível o mesmo com placas C**-9999.

Ferrari 599GTO: Já tive a oportunidade de dirigir Challenge Stradale, F430, F360, 355F1, 599GTB, porém, um carro que fica na minha cabeça toda vez que vejo um vídeo, ou olho uma na rua. Da impressão de ser uma daquelas Ferraris puras, antigas, porém com um motor dos mais modernos e com uma das melhores tecnologias.

Mercedes-Benz SLR McLaren: Muitos criticam, muitos falam mal, mas eu sou apaixonado por este carro. Passa-se o tempo e o ela continua lá, na porta de todos os cassinos. Eu quero experimentar e ver se é isso mesmo que falam, eu duvido, ou melhor, prefiro não acreditar.

Ferrari F40: Ta aí, um dos carros mais puros e rústicos já fabricados pela montadora italiana. Não deve ser fácil de dirigir, muito pelo contrário, deve ser um cavalo indomável. Amigos que já tiveram a oportunidade de dirigir a F40 que está aqui em solo nacional me disseram que o turbo entra de uma vez, a frente levanta e a traseira rabeia, soa ruim? Para mim parece ser ótimo.

Lamborghini Murciélago LP640-4: Minha Lamborghini predileta, se tivesse que escolher, seria ela. Ela passa a impressão de estar sempre no limite, sempre acelerada, como um touro muito nervoso e pronto para atacar alguém. É sem duvida um dos meus maiores sonhos. Tenho MUITA curiosidade.

Porsche Carrera GT: Dizem que é a mais Ferrari das Porsches, motor central, um belo ronco, um design lindo. Não me passa brutalidade, força, como as outras Porsches, mas me passa sutileza e cuidado, também como as Ferraris.

Bugatti Veyron: Sonhar, nada custa né? Se nós andamos no passageiro de um Nissan GT-R com 700-800 cavalos e já ficamos com aquele frio na barriga, imagine dentro de um monstro desses. E o pior que você olhando de fora, sem entender ou saber do que ele é capaz, ele parece ser menos esportivo que uma Lamborghini. É um carro que me agrada mais que a concorrência, pelo fato de você conseguir ir ao mercado mais rápido que um helicóptero.

Shelby GT500 1967: Esse carro foi estrela de um filme que me marcou, 60 segundos, na minha opinião ele fez mais sucesso que o próprio Nicolas Cage e suas Ferraris/Porsches/Jaguar e etc.. Desde então eu sou apaixonado por este modelo. Se tem um Muscle Car que eu tenho vontade de dirigir é o Shelby GT500 1967.

Mercedes-Benz SL73 AMG (R129): Tivemos em casa uma SL320 R129, branca, foi meu primeiro carro de fato, eu usava esse carro para quase tudo. Eu amava esse carro, super equilibrado, agora imaginem uma SL73 AMG. Nós temos uma no Brasil, eu ainda vou descobrir onde este carro está. Dizem que está numa situação deplorável.

Bom, é isso.

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Até semana que vem,

Abraços.... Eduardo Schkair

Qualquer duvida, crítica, ou sugestão enviem um e-mail para eduardo@motorgridbrasil.com

Coluna do Borracha: Está chegando o grande fim de semana

Meus amigos, lá vêm eles! Depois de um treino em Jerez e dois no Bahrein, podemos afirmar que a Mercedes realmente encontrou o caminho. Com sua dupla de pilotos, um projeto confiável e o melhor, até agora, motor turbo da Fórmula 1, as flechas de prata são os carros a serem batidos. Destaque para o Lewis Hamilton, campeão do mundo e que agora tem realmente chances de conseguir o bi-campeonato.

Mas, e sempre tem o mas, esses treinos em grande parte das vezes não serve mesmo de parâmetro. No ano passado a mesma Mercedes encantou e não ganhou, sucumbiram ao espetacular poder de reação da Red Bull e sua equipe relógio. O que podemos imaginar é Vettel tendo muito trabalho para conseguir seu penta, certamente vai ser mais difícil que nos anos anteriores, porque os carros que tem o mesmo propulsor da estrela de três pontas estão melhores.

A grande surpresa foi a Williams. No último dia, Bottas dominou o treino da manhã e estava emplacando o da tarde quando surgiu Hamilton e colocou ordem na casa. No dia anterior, Massa havia feito o melhor tempo de todos os treinos. Nada mal para uma equipe que estava praticamente morta. De quebra, o time de Grove fechou o patrocínio com a Martini, uma fabricante de bebidas, as consideradas drogas legais, e já mandou pintar o carro com as cores deles para o ano. Agora uma pergunta: será que esse show da Williams não foi só para conquistar os martinis abandonados ha tempos? Sempre cheira mal essa coisa de um carro andar demais e na seqüência arrumar um caminhão de dinheiro de patrocínio. Enfim, problema de quem bebe.

O importante agora é que a coisa esta valendo. Melbourne abre o campeonato e lá, neguinho vai ter mesmo que mostrar que a barata é boa! Não acredito em uma grande surpresa nem que nesse primeiro GP do ano a crise vai tomar conta do mundo, mas acho que alguns pontos serão colocados nos “is”.

Vou ficando por aqui, eu volto na outra semana pra falar do GP da Austrália e da expectativa para a abertura do mundial da MotoGP: será que Marquez consegue se recuperar da perna quebrada a tempo?

A gente se encontra na semana que vem!

Beijos & queijos

Coluna do Borracha: O começo da nova era

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Fim de conversa no Bahrein. Terminaram os testes da pré-temporada da Fórmula 1 e mostraram o que já se esperava a algum tempo dos alemães: um domínio quase que absoluto. Desde a metade do ano passado, já se falava que os motores da estrela de três pontas seriam os mais fortes da categoria.

Dito e feito. A Renault começou a dever e levou de carona a até então imbatível Red Bull. Os austríacos tiveram problemas em todos os dias de testes e deixaram muito a desejar, ao ponto de Vettel achar impossível arrumarem o carro para essa primeira metade do campeonato. Coisa que na verdade não deve assustar muito os torcedores dos carros azuis, em 2013 eles começaram atrás e depois das férias no meio do ano arrebentaram a concorrência. Será que vão repetir a dose?

Em se tratando de dose, a Ferrari é a que mais ficou no meio termo, até porque misturar vodca com vinho sempre dá dor de cabeça. Às vezes andavam bem, outras vezes ficavam por ali sem incomodar muito, e deixaram sempre no ar aquela dúvida se o carro é bom ou nasceu com defeito. A vantagem de se ter um motor com a tecnologia do time italiano é sempre complicada de analisar. Podem estar escondendo o jogo para, quem sabe, pegar todos de calças curtas, ou realmente chegaram ao limite e daí não passam. Quero ver na pista como a nova dupla vai se comportar, quando realmente o bicho pegar a partir da Austrália daqui a mais ou menos 10 dias.

Onde o bicho pegou forte foi na Mercedes e nos outros carros que usam o propulsor alemão. Todo mundo andou bem, inclusive, a equipe da montadora, já chega como favorita ao campeonato, com dois pilotos muito bons e que, ao que parece, estão muito afins esse ano. O motor é tão bom que as nanicas conseguiram se meter onde não deviam, até a morta Williams deu o ar da graça. Por falar em graça, o Massa disse que é melhor esperar um pouco antes de começar a torcer. Ora bolas, se o carro é bom, se o motor é bom, se a equipe é sensacional, por que isso agora? Será que tiraram peso? Será que tinha alguma coisa fora do regulamento? Ou será que apenas fizeram barulho para fechar alguns patrocínios que estavam pendentes e vão mostrar a mesma cara de pastel do ano passado?

Eu vejo essa pré-temporada da seguinte maneira: carros de equipes menores andaram muito para garantir verba. Os carros das equipes médias tentaram o pulo de qualidade, fizeram de tudo para incentivar os novos pilotos e animar os patrocinadores. Os carros das equipes grandes testaram e formataram seus carros, esconderam um pouco o jogo para largar todos os cavalos na primeira corrida do ano. Agora, uma coisa é certa, quem tem motor Renault vai ter que se virar muito mais esse ano.

Vou ficando por aqui, lembrando que, no Brasil, quem faz vaquinha ou é para comprar bola de futebol ou para pagar débitos com a justiça, ninguém vai fazer arrecadação para colocar seja lá quem for sentado em um banco pra gastar gasolina e pneu. Vai sonhando…

A gente se encontra na semana que vem!

Beijos & queijos

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Coluna do Korn: Pagani Zonda F - O Significado De Um Supercarro

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Pensei muito se esse post deveria ser um review. Minha escolha sempre é por falar de experiências que tenho dirigindo carros. Porém, quando a oportunidade de estar a bordo de algo especial surge, você não pensa, apenas aproveita o momento e agradece a chance.

Acredito que todos aqueles apaixonados por carros esportivos em solo brasileiro sabem da existência do único Pagani Zonda F no Brasil. Graças a um grande amigo, tive a chance de ocupar o banco do passageiro durante uma tarde de domingo.

Raramente saio impressionado de um carro quando fico no banco do passageiro, mas, para tudo, há uma primeira vez.

Com o Pagani, no entanto, não é nem uma questão de ficar “impressionado”, mas sim de encontrar uma referência. Com o que você compara um Pagani? Ok, é um carro… tem um motor alemão AMG, V12, 7.3, central. A potência é de 660 cvs (aproximadamente). O torque é de pouco mais de 75 Kgfm. São cerca de 1250 Kgs de peso. O câmbio é manual de 6 marchas. Até aqui, a frieza dessas informações técnicas não transmite o que “efetivamente” é um Pagani Zonda.

Sem andar, seu melhor palpite em tentar adivinhar do que se trata um Pagani Zonda seria pelo visual. Seja o design interno ou externo, o Pagani parece ter saído de um sonho abstrato de um adolescente. Bem, não exatamente um moleque, mas sim um senhor – Horário Pagani, nascido na Argentina, porém, radicado na Itália, que após ter trabalhado muitos anos na Lamborghini, fundou seu próprio negócio em 1991, trazendo do seu imaginário para o mundo real os surreais Paganis, sete anos após ter aberto às portas da Pagani Automobili.

Se você ainda não se convenceu pelo visual, você pode prestar atenção ao ronco que sai das quatro ponteiras de escapamento situadas no meio da traseira do carro. Assim que o carro é ligado, ecoa um som que é um pouco mais do que um motor rugindo. É sinal de algo com muita alma despertando.

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